Mundo
Medvedev ironiza e avisa Trump que Gronelândia pode "juntar-se à Rússia"
As declarações do antigo presidente russo surgem num contexto de tensão acentuada no Ocidente, face às ambições territoriais da Casa Branca.
O ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança de Moscovo, Dmitry Medvedev, avisou Donald Trump que, se não agir rapidamente em relação à Gronelândia, os habitantes da ilha poderão “votar para se juntar à Rússia”.
“Segundo informações não confirmadas, em poucos dias poderá haver um referendo repentino, no qual toda a Groenlândia, com seus 55 mil habitantes, poderá votar pela anexação à Rússia”, ironizou Medvedev, citado pela agência Interfax.
As declarações surgem num momento de tensão no Ocidente, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a manifestar interesse em adquirir a Gronelândia – pertencente ao Reino da Dinamarca – e a não descartar a realização desse objetivo pela via militar.Trump alega que a ilha é essencial para a segurança no Ártico e para a segurança norte-americana.
Outro argumento usado por Washington é o risco de a Rússia ou a China adquirirem a ilha e expandirem a sua presença.
“Neste momento, a Gronelândia está repleta de navios russos e chineses. Precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional”, avisou Trump no dia 4 de janeiro, após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a ameaça de que a Gronelândia poderia ser o país seguinte a sofrer uma intervenção norte-americana.
No entanto, diplomatas nórdicos declararam ao Financial Times, no domingo, que tal afirmação não corresponde à verdade, com um deles a esclarecer que os únicos navios e submarinos russos existentes no Ártico encontram-se “no lado russo”, ao largo da Noruega.
“Segundo informações não confirmadas, em poucos dias poderá haver um referendo repentino, no qual toda a Groenlândia, com seus 55 mil habitantes, poderá votar pela anexação à Rússia”, ironizou Medvedev, citado pela agência Interfax.
As declarações surgem num momento de tensão no Ocidente, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a manifestar interesse em adquirir a Gronelândia – pertencente ao Reino da Dinamarca – e a não descartar a realização desse objetivo pela via militar.Trump alega que a ilha é essencial para a segurança no Ártico e para a segurança norte-americana.
Outro argumento usado por Washington é o risco de a Rússia ou a China adquirirem a ilha e expandirem a sua presença.
“Neste momento, a Gronelândia está repleta de navios russos e chineses. Precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional”, avisou Trump no dia 4 de janeiro, após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a ameaça de que a Gronelândia poderia ser o país seguinte a sofrer uma intervenção norte-americana.
No entanto, diplomatas nórdicos declararam ao Financial Times, no domingo, que tal afirmação não corresponde à verdade, com um deles a esclarecer que os únicos navios e submarinos russos existentes no Ártico encontram-se “no lado russo”, ao largo da Noruega.